Noruega ou Costa do Marfim: o adversário que espera o Brasil nas oitavas da Copa 2026

O Brasil já tem data, hora e palco para as oitavas da Copa do Mundo 2026: domingo, 5 de julho, às 17h (de Brasília), no MetLife Stadium, em Nova Jersey. O que ainda não tem é nome no banco do outro lado. O adversário sai do duelo entre Noruega e Costa do Marfim, marcado para esta terça-feira (30) em Dallas, e cada um traria um problema bem diferente para a seleção de Carlo Ancelotti resolver. Vale entender quem são esses dois antes de a bola rolar.
A vaga brasileira veio com susto. Contra o Japão, em Houston, o time levou um gol de Kaishu Sano ainda no primeiro tempo, empatou com Casemiro de cabeça e só carimbou o 2 a 1 com Gabriel Martinelli nos acréscimos do segundo tempo. Foi virada no sufoco, o tipo de jogo que liga o alerta: o Brasil terminou a fase de grupos em primeiro do Grupo C, com 7 pontos, depois de empatar com o Marrocos por 1 a 1 e bater Haiti e Escócia, ambos por 3 a 0. Mesmo invicto, a defesa voltou a tropeçar em erro individual. Nas oitavas, contra qualquer um dos dois possíveis rivais, esse tipo de descuido custa caro.
A Noruega de Haaland é uma máquina de gols
Se o nome que aparecer for Noruega, prepare-se para falar de Erling Haaland a semana inteira. Os escandinavos voltam a uma Copa do Mundo pela primeira vez desde 1998 — 28 anos de jejum — e voltaram pela porta da frente: Haaland marcou 16 gols em oito jogos das eliminatórias para empurrar o time ao Mundial. No torneio, não desacelerou. Fez dois na estreia contra o Iraque (4 a 1) e mais dois no apertado 3 a 2 sobre Senegal que selou a classificação. São quatro gols em duas partidas, o que o coloca entre os artilheiros da competição, e o centroavante do Manchester City chega embalado.
Mas reduzir a Noruega ao camisa 9 é erro. Quem arma é Martin Ødegaard, capitão e cérebro do Arsenal, com Antonio Nusa e Alexander Sørloth dando profundidade pelos lados. O recado para o Brasil é claro: trata-se de uma seleção que aposta na transição rápida e na bola nas costas da linha defensiva — exatamente o espaço onde Haaland é letal. Por outro lado, a Noruega nunca passou das oitavas em sua história e fechou o Grupo I em segundo, atrás da França, que a derrotou por 4 a 1 na última rodada com três gols de Ousmane Dembélé. É um adversário perigoso na bola parada e no contra-ataque, mas vulnerável quando obrigado a defender por muito tempo.
A Costa do Marfim é a campeã da África e custa a ser furada
O outro cenário é completamente diferente. A Costa do Marfim faz história só por estar aqui: é a primeira vez que os Elefantes passam da fase de grupos em uma Copa. E não é uma zebra qualquer — esta seleção é a atual campeã da Copa Africana de Nações, conquistada em 2024 sobre a Nigéria, sob o comando de Emerse Faé, o auxiliar que assumiu no meio daquele torneio e virou o time do avesso. Defesa e oportunismo são as palavras-chave.
No grupo, a Costa do Marfim venceu o Equador por 1 a 0 — gol de Amad Diallo nos acréscimos — e bateu Curaçao por 2 a 0, com dois de Nicolas Pépé, antes de perder por 2 a 1 para a Alemanha. O elenco mistura experiência e juventude: Franck Kessié comanda o meio-campo, Ibrahim Sangaré dá o equilíbrio, o zagueiro Ousmane Diomande (Sporting) segura atrás e Amad Diallo, do Manchester United, surge como trunfo ofensivo pela ponta. Sébastien Haller e o próprio Pépé completam o setor de ataque. É um time mais reativo, organizado e difícil de abrir — o oposto da troca de golpes que a Noruega oferece.
O que o Brasil precisa ajustar de qualquer jeito
Independentemente de quem avançar, dois recados ficam para Ancelotti. O primeiro é defensivo: contra o Japão, o gol sofrido nasceu de uma falha na transição, e tanto Haaland quanto o contra-ataque marfinense punem esse tipo de brecha. O segundo é ofensivo: Vinícius Júnior marcou quatro gols na fase de grupos — um contra o Marrocos, um contra o Haiti e dois contra a Escócia — e é o termômetro do ataque, mas o Brasil vai precisar de paciência se o rival for a Costa do Marfim, que se fecha bem e cresce nos espaços.
O retrospecto pesa a favor do Brasil — favoritismo, tradição e elenco mais badalado. Mas oitavas de Copa não perdoam excesso de confiança, e tanto a Noruega de Haaland quanto a Costa do Marfim de Kessié têm armas reais para transformar o domingo em Nova Jersey numa noite tensa. Em Dallas, nesta terça, o Brasil descobre qual desses dois problemas vai ter pela frente. Seja qual for, a lição da partida com o Japão precisa estar aprendida.
Perguntas frequentes
› Quando e onde o Brasil joga as oitavas da Copa 2026?
O Brasil joga as oitavas de final no domingo, 5 de julho, às 17h (horário de Brasília), no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos.
› Quem será o adversário do Brasil nas oitavas?
O adversário sai do confronto entre Noruega e Costa do Marfim, disputado em Dallas. O vencedor desse jogo enfrenta a seleção brasileira em 5 de julho.
› Como o Brasil se classificou para as oitavas?
O Brasil venceu o Japão por 2 a 1 em Houston, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli (este nos acréscimos), depois de terminar a fase de grupos em primeiro do Grupo C, com 7 pontos.
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