Messi lidera a artilharia da Copa 2026 aos 39 anos e dispara na briga pela Chuteira de Ouro

Aos 39 anos, Lionel Messi é o nome que move a Copa do Mundo 2026. Encerrada a fase de grupos, o argentino lidera a artilharia com seis gols, abre a maior vantagem na corrida pela Chuteira de Ouro e, no caminho, virou o maior goleador da história dos Mundiais. Não é nota sentimental de rodapé: é a manchete da competição.
A conta começou com um hat-trick na estreia, contra a Argélia, e cresceu com mais gols na sequência da chave argentina. O detalhe que pega: nesse 3 a 0 sobre a Argélia, Messi se tornou o jogador mais velho a marcar três vezes numa partida de Copa, aos 38 anos e 357 dias, superando a marca que era de Cristiano Ronaldo. Dias depois, completou 39 anos ainda em campo, em pleno Mundial. Atacante beirando os 40 costuma virar peça de rotação. Messi puxou o time.
Os números que sustentam a liderança
Segundo os rankings de artilheiros que acompanham a competição, Messi soma seis gols e está isolado na ponta após a primeira fase. Logo atrás, num pelotão grudado, vêm quatro nomes com quatro gols cada: Vinícius Júnior (Brasil), Kylian Mbappé (França), Erling Haaland (Noruega) e Ousmane Dembélé (França). É a briga de cima, e ela tende a esquentar de vez no mata-mata.
Há ainda a dimensão histórica. Ao longo desta edição, Messi passou a ser o maior artilheiro da história dos Mundiais, ultrapassando Miroslav Klose entre os homens e chegando ao topo absoluto da contagem. Não é só participar da festa: é reescrever recordes individuais enquanto o torneio acontece.
Se você acompanha futebol há tempo, sabe o quanto isso é improvável. A liderança da artilharia, num campeonato recheado de feras na casa dos 25 anos, não é detalhe; é declaração de quem ainda manda em campo.
Quem pode tirar a Chuteira dele
Numa Copa, a artilharia troca de dono rápido. Quem avança joga mais; quem joga mais cria mais chances de marcar. Por isso o pelotão de quatro gols não é decoração.
Vinícius Júnior chega com a vitrine do Brasil e a fome de provar, num Mundial, o que faz semana a semana na Europa. Mbappé é explosão e faro de gol, com o peso de uma França sempre candidata. Dembélé vive grande fase e entrou na conversa com força, inclusive somando hat-trick na própria caminhada francesa. E Haaland é máquina de gols: basta a Noruega seguir viva para ele despejar bola na rede. Qualquer um desses quatro encosta em Messi com uma noite inspirada; um deles passa com uma atuação cheia.
Atrás vem uma fila comprida de jogadores com três gols, nomes como Harry Kane e outros que, numa chave favorável, podem disparar. Numa Copa de 48 seleções, com mais rodadas até a final, a quantidade de jogos disponíveis pesa. Quem for longe, marca mais.
O contexto histórico que dá ainda mais sabor
Para medir o tamanho do que Messi faz, vale lembrar uma marca que todo torcedor deveria carregar: nenhuma seleção repetiu o título mundial desde o Brasil de 1958 e 1962. De lá para cá, ninguém defendeu a taça com sucesso. A Argentina, atual campeã, tenta justamente isso em 2026 e tem em Messi não só o líder simbólico, mas o cara que está fazendo os gols.
Some o peso esportivo ao emocional. É a despedida anunciada de um dos maiores de todos os tempos num palco de Copa, e ele não escolheu sair pela porta dos fundos. Escolheu liderar a artilharia. Se a Argentina sustentar o nível, o roteiro de cinema fica à disposição: o bicampeonato inédito em mais de seis décadas, com o camisa 10 de protagonista.
Por que esse é o duelo individual da Copa
O futebol moderno vende coletivo, sistema, bloco compacto. Mas o que ainda prende o torcedor diante da TV é o craque. E esta Copa entregou uma disputa individual de primeira linha: o veterano que recusa o relógio contra a nova geração que quer o trono.
De um lado, Messi, com a leitura de jogo de quem já viu tudo e mesmo assim continua surpreendendo. Do outro, Vini, Mbappé, Haaland e Dembélé, cada um com talento para virar a página na próxima partida. É a velha pergunta do esporte: a experiência segura a pressão da juventude, ou a juventude atropela?
Por enquanto, a resposta tem nome e número: Messi, seis gols, líder. Mas o mata-mata é onde tudo se decide, e a Chuteira de Ouro, como a própria taça, só terá dono no fim.
O que ficar de olho daqui pra frente
Acompanhe três coisas nas próximas rodadas. Primeira: se Messi mantém o ritmo ou se o desgaste do mata-mata pesa nas pernas de 39 anos. Segunda: qual dos quatro perseguidores engata a sequência que encosta, ou ultrapassa, o argentino. Terceira: até onde a Argentina vai, porque a artilharia, no fim, anda de mãos dadas com a campanha do time. Quem chega à final larga na frente. E poucos roteiros seriam tão redondos quanto Messi erguendo, de novo, a taça e a Chuteira.
Perguntas frequentes
› Quem é o artilheiro da Copa do Mundo 2026 até agora?
Após a fase de grupos, Lionel Messi lidera a artilharia da Copa 2026 com seis gols. Logo atrás aparecem Vinícius Júnior, Kylian Mbappé, Erling Haaland e Ousmane Dembélé, todos com quatro gols, formando o pelotão que persegue o argentino na disputa pela Chuteira de Ouro.
› Quantos gols Messi tem na Copa de 2026 e quantos anos ele tem?
Messi soma seis gols na Copa de 2026 e disputa o torneio aos 39 anos. Ao longo desta edição ele também se tornou o maior goleador da história dos Mundiais e bateu a marca de jogador mais velho a fazer um hat-trick em Copas, aos 38 anos e 357 dias, na estreia contra a Argélia.
› Quem pode ganhar a Chuteira de Ouro da Copa 2026?
Messi larga na frente, mas a disputa segue aberta. Vinícius Júnior, Mbappé, Haaland e Dembélé estão a apenas dois gols e podem ultrapassar o argentino no mata-mata, já que as seleções que avançam jogam mais partidas. A artilharia costuma se decidir só nas fases finais.
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